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Serj Tankian fala sobre diversidade musical e seu show único em 2014

26.03.14   Mau   Categorias: Serj Tankian Solo

Em entrevista ao portal 'Rip it Up' Serj Tankian falou sobre seus projetos musicais, diversidade em suas composições e sobre seu progresso no mundo da música. Confira a entrevista:

Do System of a Down para a Orquestra Sinfônica de Christchurch ao financiamento coletivo e composição de suas próprias sinfonias, a busca criativa da música levou Serj Tankian a lugares que nunca tinha imaginado que ele iria.

Era 2006 quando o System of a Down lançou seu último álbum, e por Tankian estar longe de lançar álbuns com o SOAD, isso lhe permitiu explorar diferentes lados da música. Isto não é sobre a política da banda é sobre o estado atual da sociedade.

"Houve muitos empreendimentos criativos que eu queria participar, quando eu fazia parte do System". Diz Tankian.

"Mas eu diria que nós vivemos em uma sociedade conferida ao direito da música."

Ele diz que é esse direito que leva os ouvintes a exigir mais do mesmo e acredita que é prejudicial para o artista.

"As pessoas vão dizer: Eu amo esse material do System, eu quero outro."

"E é sempre muito bom quando as pessoas dizem isso, mas esse tempo separados permitiu que nos tornássemos melhores músicos, melhores artistas, e eles tomaram seus rumos e assim eu também, e isso é importante para o propósito da arte."

O ponto de Tankian, em relação ao SOAD e seu próprio trabalho, não é se tornar irrelevante, estagnado ou redundante. Ele é contra a ideia de bandas lançando "um milhão de discos e tocar até que eles estejam em seus 70 anos fazendo a mesma coisa repetidamente."

Ele defende a experimentação e diversidade - o que em si não deveria ser surpresa para qualquer um que produziu ao Elect the Dead Symphony ou qualquer um dos outros álbuns solo de Tankian - mas é essa diversidade que o levou ao 'Orca'.

Orca é a segunda sinfonia de Tankian, mas uma das diferenças fundamentais entre este e o Elect The Dead Symphony com a 'Auckland APO' [Orquestra Filarmônica de Auckland] foi maior aproximação das mãos de Tankian.

"Com o 'Elect the Dead' foi a minha primeira vez compondo sinfonia e eu tinha muita ajuda de John Psathas [um compositor de Auckland e amigo pessoal de Tankian], mas com Orca eu era mais criterioso com as camadas e as mudanças."

A nova composição foi criada a partir da experiência e, no verdadeiro 'estilo Tankian', uma extensa experimentação. Seu segundo álbum solo, 'Imperfect Harmonies', foi um passo adiante em sua própria forma de orquestração. Ele diz que queria fazer algo completamente original e o resultado foi uma fusão entre instrumentos eletrônicos, orquestrais e modernos.

E, assim, as bases para o 'Orca' haviam sido definidas; os dois primeiros atos dos quais foram escritos na costa oeste de Auckland.

Devo observar que Tankian não possui nenhum treinamento formal em compor e ele ri quando ele diz: "Eu não estudei isso, mas então eu não estudei qualquer música, por isso parece digno."

Compor as essências no piano, onde ele acrescenta camadas, tais como as cadeias de caracteres [sequência ordenada de caracteres com um conjunto de notas pré-determinado] acumulando a instrumentação. Ele também escreve tematicamente e diz que não estava ciente da história até que ela tenha se revelado a ele."

"A história é sobre a simbologia da Orca sendo a antítese do golfinho, porque é parte da família dos golfinhos."

Ele comparou ao Batman, dizendo que você tem um 'Batman comum' e, em seguida, o Cavaleiro das trevas, como você tem o golfinho e a Orca.

"É sobre a dicotomia da vida humana e como podemos todos ser pólos opostos. É a jornada musical e emocional para explorar essa dicotomia."

Com o lançamento do Orca, Tankian também fez como "Amanda Palmer" [em referência à artista recordista em arrecadar fundos para uma gravação] e teve o projeto financiado coletivamente. Ele diz que sentiu ser o certo e que era mais sobre aumentar a conscientização e a emoção do que tentar cobrir os custos.

"Acabei escrevendo as partituras e os demos e eu queria fazer um show ao vivo. Eu poderia ter financiado por minha conta própria, mas é muito caro contratar uma orquestra, gravar tudo e filmá-lo ao vivo".

O Kickstarter foi um sucesso e Tankian diz que mais de 1000 pessoas se envolveram.

"Os fãs eram maioria voltada ao álbum de rock, mas eles transitaram em direção à sinfonia do Elect The Dead, foi como se eu tivesse trazido eles comigo para o outro lado". - Ele ri.

O Kickstart acabou financiando o show ao vivo adiante com uma soma intensa de interesse e entusiasmo que levaram a uma turnê completa em toda a Europa e Rússia.


Serj em St. Petersburg, Rússia - 28/09/2013


Ele diz que não havia outros shows previstos para o ano de 2014, mas quando a Orquestra Sinfônica de Christchurch entrou em contato, ele não podia recusar.

"Eu ia tirar umas férias e fazer mais partituras e pinturas musicais e talvez fazer uma exposição em Auckland, no final do ano."

Ele havia falado com a Orquestra Sinfônica de Christchurch de volta após algum tempo, mas seu período na Nova Zelândia fez com que eles estivessem finalmente capazes de fazer isso acontecer. É sua única exibição da sinfonia Orca na Nova Zelândia.

Sábado, dia 29 de março de 2014, em Christchurch, Nova Zelândia, Serj realizará show único com a Orquestra Sinfônica de Christchurch na CBS Canterbury Arena para executar músicas de sua sinfonia 'Orca' e músicas do 'Elect The Dead Symphony'.

Fonte: RipitUp - Tradução: Mau


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